Nossa história

 

 

Por Ela...

Eu tinha 18 anos e morava em Amsterdã faziam 2 anos. Uma tarde em dia de aula minha mãe chegou em casa e disse “Carol, tem um menino que é sobrinho da Rosália, um gatinho”. Eu respondi “Ah mãe, nada a ver, não quero conhecer ninguém agora.” Alguns dias passaram e meus pais foram em um churrasco de outro amigo brasileiro, o Denis. Chegando lá, encontro um menino de costas, corcunda jogando guitarhero todo torto. Quando ele virou TCHAM achei bonitão! Resolvi falar com ele, e ficamos conversando sobre tudo.

No dia seguinte saímos com uns amigos meus para um pub, e eu passei a noite conversando e tentando me aproximar do Pedro. Após um bom tempo, resolvi perguntar: “E aí, tá pensando em beijar alguém hoje?” E ele respondeu todo distraído “Não!”. Acho que ele reparou na minha cara depois disso, porque logo depois me deu um beijo.

Depois de uns dias ele voltou para o Brasil e nós continuamos conversando via MSN. Até que alguns meses depois ele me pediu em namoro (online) e eu aceitei. Claro que resolvemos oficializar quando fui ao Brasil nas férias. Continuamos nossa relação à distância, sem muita pretensão de dar certo, mas ao mesmo tempo curtindo muito a companhia um do outro. Conversávamos todos os dias, fizemos jantares via webcam, apoiamos um ao outro em momentos difíceis, e nos víamos a cada 3 ou 4 meses quando eu ia ao Brasil visitar a família. Quando vimos, quatro anos tinham se passado e eu me formei da faculdade. Quando terminei a faculdade voltei ao Brasil e não nos desgrudamos desde então.

Ele é meu melhor amigo, companheiro de aventuras, parceiro e namorado. E me pediu em casamento em Amsterdã após quase 9 anos juntos, no lugar onde nos conhecemos.

 

Por Ele... 

Nossa história é “a história”. Começou láááá longe, do outro lado do Atlântico. E, quem diria, está caminhando para essa data que tanto esperamos. É o tipo de história que quando lembramos só lembramos os momentos altos e qualquer outro que nos faça rir. Nossa história é uma história que se baseia em rir de tudo e qualquer coisa, não importa onde estamos ou nosso estado de humor.

Há 9 anos atrás eu não pensava em formar uma família. Conheci a Carol meio que “do nada”. Nem ela e nem eu esperávamos. Todos os dias, enquanto eu estava em Amsterdam, eu acordava cedo e acompanhava minha tia em sua rotina diária e, após fazer as coisas que ela tinha que fazer, saíamos para passear. Em um desses dias, eu acompanhei minha tia até a escola das minhas primas para deixa-las na aula. Decidi ficar no carro. Nisso que eu estava aguardando minha tia, uma mulher loira me viu de longe e começou a se aproximar do carro, a passos indecisos, me olhando de lado e sorrindo, parecendo que estava dizendo (ou querendo dizer) algo. Eu, ariano que sou, pensei: “Lá vem outra gringa pedir informação e eu vou ter que dizer novamente: “Sorry, I don’t speak dutch.”. Acontece que a loira falava português perfeitamente e me perguntou se eu era o Pedro, sobrinho da Rosalia. Eu disse que sim. Nisso, ela citou as palavras mágicas: “Tenho uma filha da sua idade! Ela estuda aqui. Vocês podiam sair pra vc conhecer a cidade!”

Foi em um churrasco de um dos amigos dos meus tios (e dos pais dela) que nos conhecemos de fato. Eu estava jogando videogame e ela chegou. Eu me surpreendi com ela, mas achei areia demais pro meu caminhão. Durante a noite conversamos, falamos de sair no dia seguinte e jogamos videogame juntos. Eu quase perdi todas as chances com ela pois quando ela pediu para eu deixar que ela me matasse no jogo que estávamos jogando e eu disse “não” – boom. E matei ela no jogo. Mas, de alguma forma (que eu nunca vou entender) ela ainda topou sair no dia seguinte.

Bom, acontece que, na noite seguinte, após nosso primeiro beijo (o mundo parou nessa hora), as coisas ficaram um pouco diferentes pra mim. Eu não sabia (nós não sabíamos) mas ali estava começando uma história de amor e amizade gigantescos que em momento algum deixariam de andar juntos. Depois que voltei e até que ela voltasse a viver no Brasil (aprox. 4 anos), eu não via a hora de chegar em casa e poder falar com ela. Acalmava meu dia. Me dava exatamente o conforto que eu precisava, não importa o que houvesse, nas melhores ou nas piores horas. Eu sabia que sempre encontraria, antes de tudo, uma amiga. Minha melhor amiga.

Nossa história há 9 anos vem sendo assim. De intensa confidência, amor, risos, companheirismo e amizade (e por mais quantos ela me aguentar)